Revelações do caso Master podem frear crescimento de Flávio Bolsonaro, avalia campanha de Lula

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) avalia que os desdobramentos e as novas revelações ligadas ao inquérito “Dark Horse”, envolvendo o Banco Master, têm potencial para interromper a recente trajetória de crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto, informa a Folha de São Paulo.

A apreensão que tomou conta do comando petista nas últimas semanas, diante da ascensão do parlamentar do PL, cedeu espaço a uma estratégia ofensiva. A equipe de campanha de Lula já organiza a inclusão das investigações na propaganda de rádio e televisão, destacando o fato de Flávio ser alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura a participação do senador no financiamento de um filme, fato tornado público após o relator do caso na Corte, ministro André Mendonça, levantar o sigilo dos autos. A Polícia Federal suspeita da prática dos crimes de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos”.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), enfatizou a gravidade das acusações e a importância da transparência total sobre o caso. “Ao ser levantado o sigilo, o rei está nu. A sociedade brasileira precisa saber quem fez os acordos espúrios com o [empresário Daniel] Vorcaro e quem era parte constituinte deste que é o maior escândalo financeiro do Brasil”, declarou o ministro.

Dentro da articulação política do governo, a percepção é de que a exposição do escândalo marca um momento decisivo na disputa presidencial. Para a campanha do PT, o avanço das apurações sobre a atuação do filho de Jair Bolsonaro (PL) serve para equilibrar o debate público e neutralizar os impactos do noticiário que citava supostas conexões entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro — desdobramentos que vinham sendo explorados pela oposição para desgastar a candidatura de Lula.

José Guimarães fez questão de marcar a clara separação entre o governo federal e as irregularidades apuradas no setor financeiro, apontando o foco para a oposição. “Nós temos uma certeza: todo esse escândalo financeiro do Banco Master não tem nada a ver com o presidente Lula. E tem tudo a ver com meio mundo de gente, especialmente com Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O ministro defendeu ainda que as apurações avancem com rigor irrestrito em relação a todos os citados, independentemente de cargos ou instituições. “Se tem ministro do Supremo envolvido, que se apure. Se tem ministro usando eleitoralmente, que se apure. O que não pode é a sociedade brasileira não tomar conhecimento disso”, concluiu Guimarães.

Fonte: Brasil 247

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