Passado, presente e futuro da Índia é tema de roda de conversa na Fundação
Por Redação — Fundação Perseu Abramo
O professor Ravi Ahuja, do Centro de Estudos Indianos Modernos (CeMIS) da Universidade de Göttingen, na Alemanha, é o convidado da roda de conversa Passado, presente e futuro da Índia, promovida pela Fundação Perseu Abramo (FPA).
A iniciativa ocorre no dia 15 (terça-feira), às 18h30, no auditório da FPA. A mediação será do diretor de Cooperação Internacional da FPA, Valter Pomar, que é professor da Universidade Federal do ABC (UFABC).
A entrada é franca, com inscrição prévia obrigatória neste formulário. As vagas são limitadas e sujeitas à capacidade de lotação do auditório. Haverá tradução simultânea para o público presente.
Quem é o professor Ravi Ahuja
Desde 2009, Ravi Ahuja atua junto ao CeMIS, que é um dos principais centros europeus de pesquisa crítica sobre a sociedade e a história da Índia moderna. Foi inclusive o primeiro diretor e coordenador de grupo de pesquisa em História da instituição alemã.
Doutor em Filosofia, trabalhou como tipógrafo e organizador sindical da juventude na então Alemanha Ocidental. Após estudar História em Heidelberg e Londres, concentrando suas atenções sobre a Índia moderna, lecionou no Instituto do Sul da Ásia, em Heidelberg, e realizou pesquisas no Centro de Estudos Orientais Modernos, em Berlim. Foi ainda professor de História Moderna do Sul da Ásia na Faculdade de Estudos Orientais e Africanos (SOAS), em Londres.
O professor Ahuja centra suas pesquisas em diversos aspectos da história social da Índia entre os séculos 18 e 20, incluindo história urbana, história da infraestrutura e história social da guerra. O principal foco de suas investigações acadêmicas é a história do trabalho e dos movimentos de trabalhadores.
Seu livro mais recente, Shipping Lords and Coolie Stokers, de 2024, examina a história das relações de classe e raça no capitalismo marítimo do início do século 20. No momento, organiza uma coletânea de ensaios sobre a formação do regime de trabalho e de bem-estar da Índia no período pós-colonial. Além disso, tem se manifestado publicamente, de forma crítica, a respeito da guinada autoritária ocorrida na Índia desde 2014.
Fonte: Fundação Perseu Abramo