Lula defende debate sobre mandatos para ministros do STF
Por Gabriel Andrade — Carta Capital
Menu
‘Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo’ afirmou o presidente
O presidente Lula (PT) defendeu nesta quinta-feira 10 o debate sobre a instituição de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, a legislação estabelece que integrantes do Judiciário, a exemplo de magistrados do STF, se aposentarão compulsoriamente ao completarem 75 anos.
“ Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo . Ninguém pode ter escritório trabalhando na Suprema Corte. Outro dia, eu disse, brincando: quem quiser ser da Suprema Corte não pode querer ser rico. Se quiser ser rico, vai trabalhar no seu escritório. Se quiser ser juiz, com método e respeito, vai para a Suprema Corte”, afirmou Lula em entrevista ao SBT.
As declarações acontecem em meio a uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal. O plenário da Corte julga, na próxima terça-feira 15, o pedido de investigação contra Moraes apresentado por Mendonça, que, na condição de relator do Caso Master, determinou à Polícia Federal que identificasse o destinatário de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro — chegando, assim, a Moraes.
Não é a primeira vez que um membro do governo defende a medida. Em maio, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a fixação dos mandatos. “Cumpre o mandato, prestou serviço ao País, substitui e coloca outro. Acho que é um bom caminho na reforma do Judiciário”, afirmou em entrevista à GloboNews.
Há propostas sobre o assunto em tramitação no Senado. A PEC 16/2019, por exemplo, fixa os mandatos em oito anos. O argumento é evitar “prazos muito distintos de permanência” e “a possibilidade de ocorrer, em curtos intervalos de tempo, mudanças significativas na sua composição”. Encabeça a proposta o senador Plínio Valério (PSDB-AM).
Já a PEC 51/2023, liderada pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), defende mandatos de 15 anos e a exigência de idade mínima de 50 anos para ministros do Supremo.
Gabriel Andrade
Editor do site de CartaCapital
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital