Magalu Delivery
Por Murillo Ferreira Pinto — Carta Capital
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O Magalu deu duas cartadas na mesma semana. Na quarta-feira 2, a varejista passou a vender em torno de 27 mil itens de estoque próprio das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos no marketplace do Mercado Livre, seu maior rival. As entregas ficam com […]
O Magalu deu duas cartadas na mesma semana. Na quarta-feira 2, a varejista passou a vender em torno de 27 mil itens de estoque próprio das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos no marketplace do Mercado Livre, seu maior rival. As entregas ficam com a Magalog, os preços seguem os dos canais próprios e o acordo não é exclusivo. No mesmo dia, o grupo lançou o Magalu Delivery: pedidos de refeições, supermercado, farmácia e conveniência no app, com entrega em até 60 minutos. Operado pelo aiqfome e por oito plataformas regionais reunidas na coalizão Raiz, que soma 70 mil parceiros, o serviço estreia em mais de 400 cidades de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, com 23 mil restaurantes. A estratégia é focar no interior, faixa menos disputada por iFood, 99Food e Keeta.
GoPro na IA – A GoPro anunciou, no início do mês, um acordo de fusão com a Starman Optical, empresa norte-americana de fotônica que fabrica transceptores ópticos usados em data centers de IA. Os acionistas da fabricante de câmeras de ação recebem 285 milhões de dólares e ficam com cerca de 10% da companhia combinada. Uma possibilidade futura é a integração das câmeras, conhecidas por sua versatilidade na produção audiovisual de conteúdos em esportes radicais, a produtos vinculados à defesa, como drones, câmeras de vigilância e outros.
Imagem: Arquivo AFP
Ciudad del Este pelos Correios
Já é possível comprar em lojas de Ciudad del Este sem cruzar a fronteira. Os Correios lançaram o Correios Packet, entrega terrestre de encomendas de até 30 quilos, com rastreamento, para qualquer endereço do Brasil. Participam duas varejistas de eletrônicos: Cellshop e New Zone Importados, ambas no Remessa Conforme, com impostos pagos na compra. Até 50 dólares, só ICMS de 17% a 20%. Valores acima disso pagam mais 60% de Imposto de Importação, com desconto de 30 dólares.

Café com tempero
O Grupo 3 Corações concluiu a compra das operações da General Mills no Brasil por 800 milhões de reais. O negócio leva ao portfólio da empresa as marcas Kitano, de temperos e especiarias, e Yoki, líder em pipoca de micro-ondas, farofa e batata-palha. Entram também as fábricas de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT) e o escritório de São Bernardo do Campo (SP). Com isso, a 3 Corações passa a ter 15 unidades industriais no País e a contar com uma linha de produtos que contribui com sua operação de distribuição, formando um portfólio mais robusto e com sinergia logística.
O valor do Grupo Mateus
A varejista entra no ranking das marcas mais conhecidas

s marcas mais conhecidas do consumidor brasileiro seguem no topo do ranking Kantar BrandZ 2026. O Itaú lidera, avaliado em 13,2 bilhões de dólares, seguido por Nubank (12 bilhões de dólares), Claro (7,4 bilhões de dólares), Brahma (6,6 bilhões de dólares) e Vivo (5,7 bilhões de dólares). Bancos, telecomunicações e cervejas dominam as dez primeiras posições, que ainda incluem Bradesco, Skol, Petrobras/BR, Localiza e Antarctica.
A novidade está na parte de baixo da lista. O Grupo Mateus estreou no levantamento na 45ª posição, com valor de marca de 342 milhões de dólares, ao lado de iFood, Smart Fit, Inter, Stone e Vivara. É a primeira vez que a rede varejista aparece entre as mais valiosas do País. A empresa nasceu em 1986, em Balsas, no interior do Maranhão, quando Ilson Mateus abriu uma mercearia de 50 metros quadrados. Hoje é a maior varejista do Norte e Nordeste, com mais de 300 lojas em nove estados, e atua em supermercados, atacarejo, atacado, móveis e eletrodomésticos, e-commerce e panificação.
Publicado na edição n° 1430 de CartaCapital, em 16 de setembro de 2026.
Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Magalu Delivery’
Adalberto Viviani
Consultor de marketing e comunicação, especializado em bens de consumo
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Fonte: Carta Capital