Confira quem são os alvos da operação da PF sobre Dark Horse

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Por Leonardo LucenaBrasil 247

247 – A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão na Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP) e apura uma linha ligada ao financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. 

A ação teve autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União). Os mandados, expedidos pelo STF, foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

A investigação mira suspeitas de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassados a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.

Segundo a PF, as apurações identificaram uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo teria direcionado recursos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de prestação efetiva dos serviços contratados.

Levantamentos financeiros também apontaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

A PF apura ainda a destinação dos recursos ligados aos repasses sob suspeita e busca esclarecer se houve contrapartidas pelos valores transferidos.

Linha de apuração envolve Dark Horse

Uma das frentes da investigação trata do financiamento de Dark Horse, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Áudios e mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Daniel Vorcaro para pedir recursos para o projeto sobre o pai.

Segundo a investigação, os diálogos passam por análise para esclarecer as circunstâncias dos pagamentos e eventual relação com o esquema investigado. Flávio Bolsonaro nega ter recebido qualquer contrapartida ligada aos valores.

Outra frente da apuração busca verificar se recursos relacionados aos repasses investigados financiaram a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Confira dos alvos:

Ademar de Sena Sampaio – sócio de Karina Gama na construtora Upcon Serviços Especializados LTDA;

Alex Leandro Bispo dos Santos – sócio da Urban Connect Serviços e Tecnologia LTDA;

Ana Patrícia Aguiar dos Santos – dona da Cometa Livraria;

André Feldman – proprietário da empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa ligada à ONG de Karina Gama;

André Velloso Belleza Cortes – secretário parlamentar no gabinete de Mario Frias;

Anna Karolina de Oliveira Silva;

Bruno Cassimiro da Silva;

Catia Regina Peinado – sócia da Figueiredo Contabilidade Ltda;

Dayvid Moreira Medeiros – dono da Editora Dinâmica. Empresa é suspeita de ter sido usada como “laranja” para receber verba do ICB, da Karina Gama. Recurso seria oriundo de emenda parlamentar;

Daywson Moreira Medeiros – empresário da MEcla Soluções Educacionais;

Débora Gomes Feldman – proprietária da empresa Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda., empresa ligada à ONG de Karina Gama;

Diego Aguilera Martinez – sócio fundador da Aguilera Martinez Sociedade de Advocacia, acusado de receber pagamentos da ONG de Karina Gama;

Fábio Lago Meirelles – advogado de Mario Frias e dono do escritório de advocacia “Fábio Lago Meirelles”, contratado pelo ICB;

Francelino Aparecido Barreto Pereira – dono da Garden Comércio de Artigos LTDA;
Georgia Helena Medeiros Lira – sócia da empresa Medeiros & Medeiros;

Heric Fabiano Dias – empresário e sócio da Editora Dinâmica;

Karina Gama – sócia da produtora da Go Up Entertainment;

Kayo Henrique Azevedo – advogado e presidente municipal do Partido Liberal em Pirassununga;

Luiza Tessari Rocha Dias – empresária, sócia-administradora das empresas 2N Construtora e Incorporadora LTDA e Corredor Park 1 SPE LTDA;

Luiz Claudio Faria Velloso – secretário parlamentar do gabinete de Mario Frias;

Marcello Machado – publicitário, vice-presidente da Academia Nacional de Cultura;

Marcos Lima dos Santos;

Mario Frias (PL-SP) – deputado federal;

Pamella Cristiane Dias – empresária e fundadora do Instituto Super Poder Educacional, empresa focada no desenvolvimento infantil, que recebeu verba do ICB;

Raphael Augusto Azevedo – ex-assessor e chefe de gabinete de Mario Frias;
Rudyge Alex Scatolini Boldrini – dono de empresa de ensino de arte e cultura não especificado registrada em Pirassununga;

Vanderlei Magalhaes Natividade – empresário no setor de instalação e manutenção elétrica;

Wemerson Marinho da Gama – ex-marido de Karina Gama. Ambos prestaram serviços à candidatura de Frias a deputado em 2022. Ele é presidente do Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável e já foi vice-presidente no ICB;

William Silva Ferreira – CEO da empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda., empresa ligada à ONG de Karina Gama.

Fonte: Brasil 247

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