Por Flavia CoimbraSUMAÚMA

Uma pausa para desesquecer que esquece do milagre

Qual o remédio para quem tem febre de exploração?
Qual o médico que trata a dor de desmatamento?
Quem pega urbanização sente o quê?

Depois de ‘mandar à merda esta vida de merda’, o autor de ‘Macunaíma’ navegou os rios Amazonas e Madeira ‘até dizer chega’. No diário de viagem transformado em livro, o sentimento transborda e a Natureza arrebata

Como a Romaria da Floresta mantém viva a memória da missionária assassinada

Em Anapu, todo ano uma romaria celebra a vida da missionária assassinada a mando de grileiros por defender a terra, a Floresta e as gentes que vivem nela. Sua vida de luta foi semente plantada que brotou no coração dos trabalhadores rurais, e é esse povo que continua mantendo vivo o legado de Dorothy Stang.

Autor: Pablito Aguiar
Edição: Eliane Brum
Edição de arte: Cacao Sousa
Edição de fotografia: Lela Beltrão
Checagem: Caroline Farah
Revisão ortográfica (português): Valquíria Della Pozza
Tradução para o castelhano: Julieta Sueldo Boedo
Tradução para o inglês: Sarah J. Johnson e Maria Jacqueline Evans
Edição em inglês: Jonathan Watts
Montagem de página e acabamento: Flávia Coimbra
Coordenação de fluxo editorial: Viviane Zandonadi
Editora-chefa: Talita Bedinelli
Diretora de redação: Eliane Brum

Como o militante da reforma agrária Geraldo Magela de Almeida Filho se tornou José Gaspar da Silva, vendedor de produtos country para o agro amazônico, depois de ser acusado de um crime que não cometeu

Dezoito anos após seu assassinato em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, a missionária vai se tornando no imaginário popular da Amazônia ao mesmo tempo mártir e encantada

O assassinato de Ronilson Santos – invasor, posseiro, grileiro, desmatador, agricultor sem terra, ora vítima, ora bandido – mostra a complexidade da luta pela terra na Amazônia e aponta o quanto as instituições públicas ou estão ausentes ou desinformadas ou omissas

Casas que alagam, insegurança alimentar, falta de atendimento à saúde e nenhuma perspectiva de futuro – essa é a rotina das pessoas que protegem a Amazônia de inimigos poderosos. Ameaçadas de morte e sem a cobertura efetiva dos programas oficiais de proteção, elas vivem em situação de absoluta indignidade

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Fonte: SUMAÚMA

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