Operação contra Dark Horse autorizada por Dino eleva pressão sobre André Mendonça no STF

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A deflagração da Operação Make Up pela Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, aumentou a pressão interna sobre o ministro André Mendonça no âmbito da Corte, segundo Matheus Leitão, do Metrópoles.

O ministro Flávio Dino é o relator da investigação que busca identificar se recursos públicos oriundos de emendas parlamentares foram destinados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, o ministro André Mendonça comanda outra frente de apuração ligada ao caso: a que investiga os recursos financeiros transferidos pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar a mesma produção cinematográfica. Embora se tratem de inquéritos distintos, ambos apuram caminhos diferentes do dinheiro direcionado à mesma obra.

Na quarta-feira (9), Mendonça realizou um movimento inicial ao homologar o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Ligado a Vorcaro, Mineiro detalhou em seus depoimentos diversas transferências de valores efetuadas para o fundo norte-americano responsável pelo financiamento de Dark Horse. No entanto, ainda há outras decisões pendentes sobre o caso Master à espera de deliberação por parte do ministro. No Supremo, a avaliação de interlocutores é que a operação comandada por Dino torna mais difícil justificar o prolongamento dessa demora.

A ação executada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) não foi articulada como uma resposta direta à crise dos últimos dias. A investigação sob a relatoria de Dino já se desdobrava há meses. Em março deste ano, o ministro determinou que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) prestasse esclarecimentos sobre o envio de uma emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora do filme. Atualmente, as diligências da PF buscam responder à questão central das apurações: se o dinheiro público também abasteceu a cinebiografia de Bolsonaro.

A operação deflagrada pela corporação teve entre os seus alvos o próprio deputado federal Mário Frias e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, empresa que atua como produtora do longa-metragem.

O desdobramento das investigações também gerou reflexos diretos no cenário político. Segundo Milena Teixeira, do Metrópoles, integrantes da campanha do presidente Lula (PT) pretendem focar a atuação de André Mendonça para explorar politicamente a operação da Polícia Federal. O argumento principal a ser trabalhado por articuladores do PT é questionar a relação entre a postura do ministro e o ritmo de avanço das investigações do caso conhecido como ‘BolsoMaster’, cujas apurações se aproximam do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Diante desse quadro, a equipe de campanha do governo prepara a elaboração de conteúdos e materiais explicativos para veiculação nas redes sociais sobre o assunto.

Fonte: Brasil 247

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