Fachin quer estabilizar a crise política aberta com o escândalo do Banco Master

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Por Julia CardosoEsquerda Diário

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A novela do escândalo do banco master não para de ganhar novos capítulos. Hoje, quarta-feira (09), vimos o ministro Edson Fachin suspender a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF) e também a tentativa de Flávio Dino de reintegrá-lo. Além disso, Fachin também passou a substituir Moraes na relatoria do Inquérito das Fake News.

Essas medidas são para tentar conter a crise e fissuras internas no Judiciário que o caso do Banco Master tem gerado. Tais medidas, mesmo que seja empurrando o apodrecimento do regime para debaixo do tapete, não podem ter outro papel que reafirmar as relações íntimas entre o poder econômico e o judiciário para interferirem nos rumos da política brasileira para defenderem os privilégios dos grandes capitalistas. De modo, a buscarem amenizar os efeitos de que o desmacaramento do regime tome mais da opinião pública, podendo interferir no processo eleitoral de outubro.

Apenas interessa a instituição do regime, que opera em nome de defender os interesses dos capitalistas, se apoiando inclusive nos projetos levados a cabo pela extrema direita, defender sua imagem e seu poder, mas são cúmplices de ataques contra os trabalhadores e que tem tido sua cara de “neutralidade” escorrendo pelo ralo a partir desse escândalo. É preciso dizer que todos os trabalhadores têm o direito de saber dos escândalos de corrupção política que seus representantes estão envolvidos. Mas é preciso dizer também que apenas é possível confiarmos em uma investigação por uma comissão independente e não pela justiça que se coloca para defender e encobrir os interesses dos capitalistas e empresários.

A forma que precisamos responder a essa crise não é depositando mais confiança na Frente Ampla ou em vias moderadas contra a extrema-direita. Afinal, a estratégia que muitos enunciaram de confiar no STF para derrotar a direita e o bolsonarismo claramente não deu certo. Precisamos unir uma maioria em defesa da independência das instituições do regime para batalharmos contra cada um dos ataques que nossa classe sente na pele, como o adiamento do fim da escala 6×1 ou a manutenção de todas reformas anti operárias que são continuidade do projeto econômico do bolsonarismo, o Arcabouço Fiscal que arranca dinheiro do investimento público, entre outras.

É preciso uma alternativa apresentada pelos próprios trabalhadores, se ligando a cada uma de lutas em curso como é greve nacional dos bancários que se inicia amanhã quinta-feira, viemos apontando para a necessidade de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta para que questione o regime político brasileiro e porquê não pode ser a maioria dos trabalhadores a decidir sobre a política, a economia e tudo que elas tocam.

Acompanhe a cobertura da Greve dos Bancários nesta quinta-feira (10) pelo Esquerda Diário!

Fonte: Esquerda Diário

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