Enquanto ataca o plano de saúde de seus trabalhadores, Caixa poderá pagar mais de 80 milhões para seus altos funcionários
Por Redação — Esquerda Diário

Assembleia geral extraordinária da Caixa Econômica Federal, feita em 17 de agosto, definiu os valores que poderão ser gastos pela companhia com a remuneração de seus dirigentes. Segundo a decisão, ratificada pela União, controladora do banco, o presidente, diretores e comitê de administração poderão receber até R$ 79,5 milhões referente ao período de abril de 2025 a março de 2026, de acordo com os resultados do banco. Apenas três dias antes, a Caixa havia proposto um ataque bastante forte aos seus funcionários, com um aumentos no plano de saúde.
Assembleia geral extraordinária da Caixa Econômica Federal, feita em 17 de agosto, definiu os valores que poderão ser gastos pela companhia com a remuneração de seus dirigentes. Segundo a decisão, ratificada pela União, controladora do banco, o presidente, diretores e comitê de administração poderão receber até R$ 79,5 milhões referente ao período de abril de 2025 a março de 2026, de acordo com os resultados do banco. Os comitês de Auditoria e de Riscos poderão pagar cerca de R$ 3 milhões cada um aos seus membros.
Os valores e a data da reunião contrastam com as propostas que a Caixa apresentou aos seus próprios trabalhadores. Apenas três dias antes, a Caixa havia proposto um ataque bastante forte aos seus funcionários, com um aumento no teto do plano de saúde de 7% para 12% do salário, maiores mensalidades para titulares e dependentes, e uma quebra do pacto geracional, aumentando mensalidades de acordo com a idade.
Ou seja, mostra um tratamento totalmente diferente para altos administradores que ficam em suas salas fechadas, e para os funcionários que estão diariamente nas agências garantindo pagamento de salários e benefícios para as pessoas, bem como o acesso a demais serviços bancários.
Contrasta ainda os benefícios pagos aos diretores com os discursos feitos pelos próprios bancos para recusar aumentos salariais. O diretor de um banco no Brasil, recebe em média R$ 10,3 milhões por ano, e ainda assim tiveram a ousadia de dizer que o máximo que podem propor para a categoria é um aumento de 0,6% acima da inflação, que não chega nem a 50 reais de aumento real para muitos trabalhadores.
Por isso damos total apoio à greve nacional da Caixa que se inicia amanhã, bem como as greves do BB e de outros bancos que ocorrem em alguns estados, apesar da burocracia pelega que tenta enterrar a luta, em defesa de seus direitos e suas condições de vida. Essa greve precisa também se unificar com a luta de toda a classe trabalhadora contra a escala 6×1.
Contra essa patronal que parasita milhões de trabalhadores endividados para garantir seus luxos, viva a luta dos bancários!
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Fonte: Esquerda Diário