Flávio Bolsonaro ressuscita narrativa da facada, mas investigação deixou perguntas sem resposta
No último 7 de Setembro, Flávio Bolsonaro voltou a abordar o episódio da facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora. Em um evento na Avenida Paulista, ele reforçou a ideia de que sua família é alvo de perseguições políticas, afirmando que uma ‘terceira facada’ estaria sendo planejada, além das já ocorridas. A primeira, segundo Flávio, refere-se ao ataque de Adélio Bispo de Oliveira, e a segunda seria a prisão do ex-presidente por tentativa de golpe. O discurso, que não trouxe novas evidências sobre a suposta interferência nas eleições de 2026, gerou questionamentos, especialmente por lembrar que Jair Bolsonaro também havia se exposto em 2018, optando por não usar colete à prova de balas durante a campanha. A retórica usada por Flávio busca conectar eventos distintos sob a mesma narrativa de vitimização, mas a falta de clareza e a repetição de uma história que ignora investigações anteriores levantam dúvidas sobre a veracidade dessa abordagem. O episódio de Juiz de Fora, que já foi amplamente investigado, continua a ser um ponto sensível e controverso na trajetória política da família Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247