O prompt que o advogado enviou ontem pode não ser mais só dele
Advogados que utilizam o ChatGPT na versão gratuita podem estar expostos a riscos significativos relacionados à privacidade de dados. Ao inserir informações sobre clientes e casos, esses profissionais não apenas utilizam uma ferramenta de produtividade, mas também transferem dados pessoais para servidores nos Estados Unidos, o que pode infringir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil. Além disso, desde maio de 2026, o conteúdo das conversas pode ser utilizado para gerar publicidade contextual, ampliando as preocupações sobre a segurança das informações inseridas. O caso da Samsung, que enfrentou vazamentos de dados após permitir o uso do ChatGPT por seus engenheiros, ilustra as consequências que podem advir do uso inadequado de tecnologias de inteligência artificial na advocacia.
Fonte: Consultor Jurídico