A juventude sem futuro dos anos noventa retratada em ‘Sangue de bairro’: “Pensávamos que estávamos marcados e condenados”
A reedição de ‘Sangue de bairro’, a obra inaugural do desenhista Jaime Martín, traz à tona a realidade dos jovens de classe trabalhadora em L’Hospitalet. Lançada originalmente em 1990, a história segue adolescentes que enfrentam um cotidiano repleto de desafios, como a falta de oportunidades, a violência e as drogas. Quase quatro décadas depois, a narrativa continua relevante, refletindo a vida em um ambiente marginalizado que muitas vezes é esquecido pela sociedade. Martín, que começou a desenhar aos 20 anos, se inspira nas experiências de seus amigos e no próprio contexto do bairro, criando personagens que retratam a frustração e a rebeldia da juventude da época.
Fonte: eldiario.es – Cultura