Quando a IA decide a arbitragem: o que o caso canadense revela
Em abril de 2026, a Cour Supérieure du Québec tomou a decisão inédita de anular uma sentença arbitral, alegando que o árbitro havia delegado à inteligência artificial não apenas uma função auxiliar, mas o próprio processo decisório. Esse caso se destaca como o primeiro registrado publicamente em que um tribunal anulou um laudo arbitral por esse motivo. A análise do caso, que ainda não havia sido amplamente divulgada na imprensa jurídica brasileira, levanta questões sobre a responsabilidade profissional e a degradação da atividade intelectual no campo do Direito, uma vez que o erro da máquina pode indicar uma falha mais profunda na atuação do árbitro. O artigo que retoma essa discussão busca trazer à tona o impacto dessa decisão no contexto da arbitragem no Brasil, comparando-a com situações locais e regionais que envolvem a falta de citações e a legitimidade dos julgamentos.
Fonte: Consultor Jurídico