Deepfakes impulsionam judicialização nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
As deepfakes estão gerando um aumento significativo de ações judiciais nas campanhas eleitorais de Lula e Flávio Bolsonaro. Ambas as campanhas têm buscado a remoção de conteúdos sintéticos que, segundo elas, podem prejudicar a lisura das eleições. Um levantamento da Coligação Pronto para Mais, que apoia Lula e Geraldo Alckmin, revela que quase metade das 92 ações movidas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolve discussões sobre deepfakes, incluindo vídeos que associam Lula ao crime organizado e representações distorcidas de Flávio. Um caso emblemático é um vídeo gerado por inteligência artificial que retrata Jair Bolsonaro, cuja análise está marcada para esta terça-feira, 1º de setembro. Nos bastidores, há expectativa de que o TSE estabeleça restrições mais rigorosas sobre o uso de vídeos gerados por IA que possam enganar os eleitores. A campanha de Flávio também recorreu ao Judiciário, alegando o uso de deepfakes em conteúdos que o ligam a figuras controversas, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Apesar da proibição de deepfakes nas campanhas eleitorais, a interpretação da norma ainda gera dúvidas entre os envolvidos, especialmente sobre o que exatamente é considerado ilegal.
Fonte: JOTA