Meta derruba vídeo de MC Cabelinho denunciando trajetória corrupta e cheia de privilégios de Flávio Bolsonaro

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Por Redação — Esquerda Diário

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A Meta derrubou o vídeo do MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro menos de uma hora após sua publicação. O episódio se soma às denúncias sobre o funcionamento da inteligência artificial da empresa e seus algoritmos, que colocam em questão o poder das big techs de interferir na circulação de informações políticas às vésperas do segundo turno.

A Meta derrubou um vídeo de MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro menos de uma hora após sua publicação no Instagram, segundo noticiou o G1 nesta quinta-feira (22). O caso ocorre às vésperas do segundo turno das eleições brasileiras e se soma a uma série de denúncias sobre a atuação da empresa na disputa política do país.

Não é a primeira vez que a Meta está no centro de questionamentos sobre o tratamento dado a conteúdos relacionados às candidaturas. Como denunciamos, Meta gera imagens de campanha para Flávio, mas bloqueia para Lula: big techs favorecem bolsonarismo escravista, testes com a inteligência artificial da empresa apontaram diferenças entre solicitações de imagens de campanha para Flávio Bolsonaro e Lula. Também denunciamos o papel dos algoritmos da plataforma na distribuição de conteúdos políticos e os mecanismos pelos quais as big techs podem favorecer determinados setores da direita.

O vídeo do Mc Cabelinho denunciava abertamente que Flávio Bolsonaro, que vem se dirigindo a classe trabalhadora, que fala sobre meritocracia, que nem foi na votação do fim da escala 6×1, e defende uma “negociação entre o patrão o empresário”, nunca trabalhou.

Esse episódio escancara quem detém o controle das tecnologias digitais e a quais interesses elas servem. As big techs transformaram a comunicação em um negócio bilionário e concentram em suas mãos o poder de interferir diretamente no debate público.

A distribuição de conteúdo nas redes não depende apenas do que os usuários escolhem publicar. Os algoritmos selecionam o que aparece nos feeds, recomendam determinados materiais e condicionam o alcance das publicações a critérios definidos pelas plataformas.

Essa dinâmica tem consequências políticas. Um conteúdo que perde distribuição pode deixar de alcançar milhares de pessoas; uma publicação recomendada pode ganhar visibilidade muito além de seu público original. Quando essas decisões são tomadas por sistemas opacos, os usuários não conseguem compreender plenamente como o debate público está sendo organizado.

Como já apontamos em nossas denúncias sobre a Meta é evidente o favorecimento a Flávio bolsonaro, o homofóbico, racista, com ideações fascistas e que odeia os trabalhadores.

Enfrentar esse poder exige combater o domínio dos grandes grupos capitalistas sobre a informação, defender a liberdade de organização e expressão e lutar pelo controle das tecnologias. Para a classe trabalhadora, isso significa não se submeter aos interesses dos monopólios digitais nem à agenda da extrema direita, mas construir uma alternativa independente, a serviço de quem produz a riqueza e não de quem concentra o poder.

A distribuição de conteúdo nas redes não depende apenas do que os usuários escolhem publicar. Os algoritmos selecionam o que aparece nos feeds, recomendam determinados materiais e condicionam o alcance das publicações a critérios definidos pelas plataformas.

Nossa classe deve defender sua liberdade de expressão com independência política, sem se submeter ao controle do Estado burguês nem ao monopólio das grandes empresas privadas. A luta por uma regulação verdadeiramente democrática das redes deve estar nas mãos da maioria explorada, em combate contra um sistema que transforma a comunicação em mercadoria, lucra com a desinformação e silencia cotidianamente trabalhadores e oprimidos.

Fonte: Esquerda Diário

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