Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra

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Por Renan Sousa — Seu Dinheiro

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Uma receita 26,1% maior, lucro por ação de US$ 7,40 e o carro-chefe dos negócios em crescimento de mais de 25%. Esses são só alguns números do balanço da Meta Platforms (META) no terceiro trimestre de 2026 (3T26). 

Com resultados acima das expectativas do mercado, a empresa fez o que muitas big techs tentam até hoje: impulsionar os negócios com inteligência artificial (IA). 

No entanto, as ações da empresa chefiada por Mark Zuckerberg registram fortes perdas durante o pregão regular desta quinta-feira (22), com um recuo de mais de 7% perto das 14h30.  

Para os analistas do Safra, três fatores chamaram a atenção em meio ao balanço mais positivo. O primeiro foram os gastos crescentes e robustos com investimentos (capex), que somaram US$ 34,9 bilhões no trimestre — e que devem crescer ainda mais até o fim do ano.  

O segundo ponto de atenção foi o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) negativo e, US$ 2,1 bilhões no trimestre. Os analistas projetam que a companhia poderá permanecer com queima de caixa até 2028 devido ao forte ciclo de investimentos em infraestrutura de IA.

Por fim, o anúncio do lançamento de uma nova classe de ações sem direito a voto é visto como um movimento de preparação para futuras captações de recursos destinadas a financiar a expansão da capacidade computacional da empresa.

Mesmo assim, o banco manteve recomendação de compra (outperform) para a Meta e preço-alvo de US$ 1.050 por ação para 2027, uma alta potencial de aproximadamente 62%.  

O balanço da Meta Patforms (META) 

Como dito anteriormente, a receita avançou 26,1% na comparação anual, para US$ 64,6 bilhões, superando em cerca de 1% a estimativa do Safra, enquanto o lucro por ação ajustado atingiu US$ 7,40, acima da projeção do banco, de US$ 7,27 por ação. 

O negócio de publicidade seguiu como principal motor da companhia, com crescimento de 25,9% da receita publicitária, sustentado pelo aumento de impressões e pela valorização dos anúncios, especialmente na América do Norte. 

Do mesmo modo, a companhia informou que os sistemas de recomendação continuam elevando o tempo gasto em plataformas como Instagram, Facebook e Threads.

O número de usuários ativos diários atingiu 3,64 bilhões, enquanto os Reels e o Threads seguiram apresentando crescimento de consumo em ritmo acelerado. Para o banco, isso reforça a capacidade da IA de ampliar o inventário publicitário e sustentar o crescimento da receita. 

Inteligência artificial nos negócios 

Além da publicidade, a companhia destacou a rápida adoção do Muse, sua plataforma de agentes de inteligência artificial para consumidores.

Segundo a empresa, mais de 10 milhões de usuários configuraram agentes pessoais nas seis primeiras semanas após o lançamento, com destaque para aplicações ligadas ao comércio eletrônico, produtividade e criação de conteúdo. 

A administração vê potencial para transformar o Muse em uma nova avenida de receitas a partir de 2027, por meio de assinaturas, taxas sobre transações e serviços corporativos, reforçando a estratégia de diversificação para além do modelo tradicional de anúncios. 

O Safra destaca que suas estimativas ainda não incorporam contribuição material desses novos negócios de IA no curto prazo, o que abre espaço para revisões positivas caso a monetização avance mais rapidamente do que o esperado. 

Para analistas do Safra, a combinação entre o crescimento resiliente da publicidade, os primeiros sinais de monetização da IA e uma postura mais disciplinada na Reality Labs sustenta uma visão positiva para as ações da empresa.

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Fonte: Seu Dinheiro

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