‘Mentiroso master’ e ‘bajulador de Trump’: Mendonça nega pedido de Flávio para excluir publicações
Por Maiara Marinho — Carta Capital
Menu
DIRETO DA REDAÇÃO: Mendonça prepara mais um golpe contra a campanha de Lula
As ações foram protocoladas contra falas feitas pelo presidente Lula (PT)
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, rejeitou dois pedidos feitos pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) nas quais o presidente Lula (PT) – que se candidata à reeleição – o chamou de “mentiroso master” e “bajulador do Trump” .
No primeiro caso, Flávio diz que Lula afirmou que ele “nunca trabalhou na vida”, além de chamá-lo de “mentiroso master” e “mentiroso contumaz”. Tais afirmações, diz a campanha do candidato do PL, “configuram divulgação de informação sabidamente inverídica e ofensa à honra e à imagem”.
As falas teriam sido ditas em um vídeo publicado no perfil de Instagram de Lula no dia 23 de setembro. Na petição, Flávio pediu a remoção do conteúdo das redes sociais. Na decisão, Mendonça disse que a publicação “insere-se em contexto de disputa de narrativas”, escreveu.
Desse modo, as expressões “mentiroso master” e “mentiroso contumaz”, embora ásperas e depreciativas, “traduzem juízos negativos acerca da credibilidade política” de Flávio, mas não imputa “conduta ilícita concreta e individualizada”.
Segundo Mendonça, o fato da propaganda adotar uma linguagem “provocativa ou ofensiva” não autoriza, por si só, a remoção do conteúdo.
Além disso, a afirmação de que Flávio “nunca trabalhou na vida”, embora “literalmente incompatível com o exercício de sucessivos mandatos parlamentares e com o exercício da atividade de advogado”, trata-se apenas de uma “hipérbole retórica destinada a questionar a trajetória profissional e política do candidato”, considerou o ministro.
No segundo caso, Flávio contesta fala de Lula na qual o presidente o chama de “bajulador do Trump”.
“TRAIDOR DA PÁTRIA! FLÁVIO BOLSONARO NÃO ENGANA NINGUÉM! É bajulador do Trump e virou as costas para o povo brasileiro quando foi pedir taxação aos produtos brasileiros”, disse Lula em post no Facebook no dia 7 de julho.
O ministro entendeu que esta fala também se insere no contexto de disputa política e que novas publicações sobre o mesmo tema não foram publicados, não havendo a necessidade, devido ao lapso temporal, de determinar a exclusão do conteúdo.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital