Flávio Bolsonaro impõe condições para aceitar desafio de Lula e abrir sigilos
Por Gabriel Andrade — Carta Capital
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Entre as exigências, está a abertura do sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete do petista, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que aceita o desafio de Lula (PT) de abrir os sigilos bancário e telefônico, mas impôs uma série de condições. Entre as exigências, estão a abertura do sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete do petista, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a divulgação de informações sobre o cartão corporativo da Presidência.
Segundo o presidenciável do PL, ele vai “levar até as últimas consequências” o desafio e acusou Lula de deixar seu patrimônio no nome de terceiros. As declarações foram durante um evento em São Paulo.
“O Lula nem tem celular, como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola”, disse.
Mais cedo, a campanha de Flávio protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido de abertura de sigilo de pessoas e empresas relacionadas ao presidente, além de voos da Força Aérea Brasileira e da agenda da primeira-dama.
No debate promovido pela TV Band no último domingo 18, Lula afirmou: “Desafio você: amanhã, abrimos nossas contas bancárias e nossos sigilos telefônicos, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão”. Flávio desconversou e disse não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não embarcou na sugestão do adversário.
Nas redes sociais, apoiadores do presidente e seguidores do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), iniciaram uma campanha para que o candidato do PL abra suas contas.
Lula solicitou a abertura dos sigilos de Flávio, de sua esposa, dos irmãos Jair Renan, Carlos e Eduardo, e de sua mãe, Rogéria. O presidente também requisitou que o senador abra os sigilos de pelo menos cinco empresas registradas em seu nome.
Gabriel Andrade
Editor do site de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital