General Santos Cruz, Kim Kataguiri, Joice Hasselman: por que ex-aliados de Bolsonaro não votam em Flávio?

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Por Redação — Brasil de Fato

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“Bolsonarismo não é direita, mas vigarice, e a família é capacho dos EUA.” Assim o general Santos Cruz, ex-ministro Chefe da Secretaria de Governo do Brasil durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), define o movimento político encabeçado pela família, que agora tem o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a presidente.

“Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo, isso aí não é direita, isso se chama vigarice. A busca de apoio externo [do presidente dos EUA, Donald Trump], da maneira como foi feita, é um absurdo e realmente um ataque à soberania do Brasil. É submissão voluntária. O fanatismo apaga tudo. Apaga se você é corrupto, se você é pedófilo, se você é traidor”, afirmou o general em entrevista à Rádio Jovem Pan, no dia 16 de outubro.

A página “Direita contra Flávio” reúne depoimentos de 22 nomes da direita brasileira que declaram não votar em Flávio Bolsonaro e explicam seus motivos para considerá-lo um risco para a democracia brasileira. Dentre eles estão nove ex-integrantes do governo e das campanhas bolsonaristas e cinco articuladores do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

“Gente, eu conheço Flávio Bolsonaro desde antes da campanha de 2018. Só quero avisar os senhores e as senhoras: ele é bandido da pior espécie”, afirmou a jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann em postagem na rede social X, no domingo (18).

“Quando eu cheguei na casa do Flávio, eu vi que ele era ladrão na hora, porque era absolutamente incompatível o lugar que ele morava com as obras de arte que ele tinha”, disse ela, em entrevista ao jornal A Tarde.

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão), um dos expoentes das mobilizações de rua pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), é um dos críticos mais fortes contra o candidato do PL. “A verdade é que Flávio Bolsonaro faz o seu eleitor de otário, mudando de versão cada vez que sai uma matéria nova”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

“Flávio Bolsonaro é quadrilheiro, vagabundo e corrupto. Ele é aquele cara que teve um escândalo e fez com que o [Jair] Bolsonaro tivesse que colocar todo seu governo a serviço de blindar o Flávio, para ele não ser preso. Então, é assim: esse é o cara que vai disputar a Presidência da República?”, questionou Kataguiri no final de 2025, quando o nome do filho mais velho do ex-presidente foi alçado à condição de presidenciável.

Outro citado no site é o fundador do partido Novo e candidato à Presidência da República, João Amoêdo, em 2018. “A justificativa patética de Flávio para visitar [o ex-banqueiro Daniel] Vorcaro após a sua prisão demonstra, novamente, o que o pré-candidato pensa de seu eleitorado e dos brasileiros. E o silêncio de seus aliados só reforça o oportunismo eleitoral e o desprezo pelo cidadão”, afirmou o empresário em maio deste ano.

Flávio Bolsonaro nunca explicou detalhadamente o que foi feito com os R$ 61 milhões que ele recebeu do ex-dono do Banco Master. O bolsonarista pediu R$ 134 milhões. Além disso, o liquidante da massa falida do Banco Master, Eduardo Bianchini, informou que o dinheiro supostamente enviado para o filme “Dark Horse” não estava contabilizado entre os patrocínios realizados pelo Banco Master.

O pastor Otoni de Paula, deputado federal (MDB-RJ) e ex-vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, também é citado no site, denunciando a aliança do candidato do PL com a milícia no Rio de Janeiro.

“Você precisa entender quem é esse rapaz, que a eleição desse rapaz é um perigo para essa nação. E por que é um perigo para essa nação? Porque o comportamento dele é de batedor de carteira, sim. Sabe quem comandava o estacionamento do hospital federal? A milícia. Não era o tráfico, não. A milícia comandava o estacionamento do hospital. O Flávio era o agente político que organizava os hospitais. Tudo passava por ele. Contrato passava por ele. Contratações passavam por ele. Os cargos passavam por ele”, relatou Otoni ao podcast Três Irmãos.

Outros nomes listados no site são Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro; Luciano Bivar, deputado federal (MDB-PE) que era o presidente do PSL quando o partido elegeu Bolsonaro em 2018; Miguel Reale Júnior, coautor do pedido de impeachment de Dilma; Alexandre Frota, ex-deputado federal (PSL-SP) e ex-aliado de Bolsonaro.

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Fonte: Brasil de Fato

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