A farsa do triplex: o papel da imprensa e a injustiça contra Lula

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Por Maurício de Araújo Lima — Brasil 247

“Delator da Lava Jato deu dinheiro à firma ligada à obra no prédio de Lula”.

Foi o título original da reportagem do jornal O Globo de 12 de agosto de 2015 que deu o pontapé inicial na investigação sobre o triplex do Guarujá.

A reportagem revelava conexões entre o condomínio Solaris, onde ficava o triplex, e empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, apontando que a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) havia transferido o empreendimento para a construtora OAS, e que o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa Letícia, tinham vínculos com a cota de um apartamento no local.

Na época, a publicação gerou grande repercussão política. O presidente Lula negou e afirmou que nunca foi dono do triplex e explicou que apenas detinha uma cota na planta, e que a família jamais adquiriu ou incorporou a cobertura triplex.

Apenas uma apuração jornalística serviu de base para os desdobramentos que culminaram, meses depois, nas investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e, posteriormente, pela força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, liderada pelo ex-juiz Sergio Moro e pelos procuradores do MPF.

Isso aprisionou o presidente Lula por 1 ano, 7 meses e 1 dia.

Até hoje o Globo nunca falou que o presidente Lula é inocente nessa história. Dizer que ele não deve nada à Justiça é, para falar o mínimo, um eufemismo que visa negar a realidade dos fatos, quase uma ironia em vista de sua própria culpa, essa sim com provas, na farsa contra esse que é o maior estadista da história brasileira.

Vergonha, mil vezes vergonha, meu senhor. Depois não venha dizer que errou mais uma vez, mesmo porque será difícil, tendo em vista que, provavelmente, daqui a 50 anos não terá mais todo esse poder sobre a opinião pública brasileira.

Relatório de Alterações:

  • Remoção de espaço ortográfico: Ajustado o espaçamento antes do ponto final ao término do primeiro parágrafo (“Guarujá.”).
  • Formatação de parágrafo: Removido o espaço excedente no início do terceiro parágrafo.
  • Pontuação: Removido o uso inadequado do ponto final antes de conjunção aditiva (“…dono do triplex e explicou…”).
  • Correção sintática (Fragmento de frase): A oração subordinada adjetiva inicial “Que aprisionou…” estava isolada por ponto. Ajustou-se para “Isso aprisionou…” garantindo a coesão do período sem alterar o sentido.
  • Uso de maiúscula: Ajustada a palavra “Justiça” para maiúscula (“deve nada à Justiça”), referente ao Poder Judiciário.
  • Pontuação (Vocativo): Inserida vírgula obrigatória para isolar o vocativo em “Vergonha, mil vezes vergonha, meu senhor.”

Fonte: Brasil 247

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