Lula: ‘transporte gratuito será financiado com emendas parlamentares’
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que as emendas parlamentares serão utilizadas para financiar a gratuidade do transporte público coletivo aos fins de semana. Em sabatina ao SBT nesta segunda-feira (19), ele reconheceu que a proposta poderá provocar divergências com o Congresso Nacional, mas disse acreditar que os deputados apoiarão a iniciativa.
“Vai ser uma briguinha com o Congresso Nacional. Mas isso é uma parte da democracia. Todo deputado vai querer fazer uma concessão das suas emendas, para permitir que os seus eleitores possam passear no fim de semana e visitar parentes. Eu, sinceramente, acho que não vai ter problema”, declarou Lula.
O presidente explicou que a medida busca garantir que os trabalhadores possam aproveitar os dias de descanso, especialmente diante da proposta de ampliação do tempo livre com o fim da escala de trabalho 6×1.
“Não adianta você dar dois dias para descansar e não ter como passear ou visitar um parente. Então nós vamos fazer isso. De onde é que vai sair dinheiro? Nós vamos tirar das emendas parlamentares”, explicou.
Gratuidade está prevista para 2027
A proposta de transporte gratuito aos fins de semana foi apresentada em meio à promulgação do fim da escala de trabalho 6×1. Lula defende que a ampliação do período de descanso seja acompanhada de condições para que a população possa realizar atividades de lazer e visitar familiares sem arcar com os custos das passagens.
A previsão apresentada pelo presidente é que a gratuidade comece a valer em 2027. Até lá, será necessário definir o formato da política pública, as fontes de financiamento e os mecanismos para colocar a medida em prática.
A iniciativa se soma a outras medidas anunciadas pelo governo nos últimos meses, durante a disputa eleitoral, entre elas ações relacionadas ao Bolsa Família, ao programa Desenrola 3 e ao Prospera MEI, voltado aos microempreendedores individuais (MEIs) e à renegociação de dívidas.
Fonte: Brasil 247