Justiça do Quênia declara culpado guru julgado por matar 191 pessoas em seita

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Por CartaCapital — Carta Capital

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Com o avanço das escavações e a localização de novos corpos nos arredores, o total de vítimas atribuídas à seita ultrapassa 400

Um tribunal do Quênia declarou culpado nesta segunda-feira 19 o falso pastor Paul Nthenge Mackenzie e seus cúmplices pelo assassinato de 191 adeptos — em sua maioria crianças — em uma seita que incitava à inanição. Conhecido como o “massacre da floresta de Shakahola” , o caso veio à tona em 2023, após denúncias de ativistas que resultaram no resgate de sobreviventes e na descoberta de dezenas de covas rasas.

O Ministério Público comprovou que Mackenzie liderava um jejum extremo para que os seguidores “conhecessem Jesus”, operando uma “hierarquia de morte” na qual crianças morriam primeiro, seguidas por mulheres e homens. Autópsias revelaram que, além de fome, várias vítimas foram estranguladas, espancadas ou asfixiadas.

Com o avanço das escavações e a localização de novos corpos nos arredores, o total de vítimas atribuídas à seita ultrapassa 400.

Detido inicialmente em 2023, o líder extremista — que acumulava passagens anteriores pela polícia — agora aguarda a definição da sentença, cobrada por familiares como uma lição definitiva contra crimes dessa natureza.

*Com informações da AFP


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Fonte: Carta Capital

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