Justiça do Quênia declara culpado guru julgado por matar 191 pessoas em seita
Por CartaCapital — Carta Capital
Menu
Com o avanço das escavações e a localização de novos corpos nos arredores, o total de vítimas atribuídas à seita ultrapassa 400
Um tribunal do Quênia declarou culpado nesta segunda-feira 19 o falso pastor Paul Nthenge Mackenzie e seus cúmplices pelo assassinato de 191 adeptos — em sua maioria crianças — em uma seita que incitava à inanição. Conhecido como o “massacre da floresta de Shakahola” , o caso veio à tona em 2023, após denúncias de ativistas que resultaram no resgate de sobreviventes e na descoberta de dezenas de covas rasas.
O Ministério Público comprovou que Mackenzie liderava um jejum extremo para que os seguidores “conhecessem Jesus”, operando uma “hierarquia de morte” na qual crianças morriam primeiro, seguidas por mulheres e homens. Autópsias revelaram que, além de fome, várias vítimas foram estranguladas, espancadas ou asfixiadas.
Com o avanço das escavações e a localização de novos corpos nos arredores, o total de vítimas atribuídas à seita ultrapassa 400.
Detido inicialmente em 2023, o líder extremista — que acumulava passagens anteriores pela polícia — agora aguarda a definição da sentença, cobrada por familiares como uma lição definitiva contra crimes dessa natureza.
*Com informações da AFP
CartaCapital
Há 32 anos, a maior referência progressista em jornalismo no Brasil.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital