Os bastidores do apoio de João Coser a Ricardo Ferraço
A Gazeta

Lucas S. Costa/Ales e Fernando Madeira
O PT fez parte do governo do socialista, comandou a Secretaria Estadual de Esportes, mas desembarcou da administração estadual quando Ricardo, até então vice-governador, assumiu a chefia do Executivo.
Quem conversou com o presidente estadual do PT, João Coser, a respeito de um eventual endosso à candidatura à reeleição de Ricardo foi Casagrande.
No domingo (18), a uma semana da votação no segundo turno, Coser fez uma declaração pessoal e pediu aos eleitores para votarem em Ricardo.
Nesta segunda-feira (19), o petista, que é deputado estadual e foi eleito deputado federal, afirmou à coluna que Ricardo não pediu apoio. O endosso foi feito, na verdade, como rejeição ao adversário do governador, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
“Nossa declaração é muito mais em função do que representaria a eleição do outro (Pazolini). Ricardo é um empresário, não é um socialista, mas aprendeu a conviver com a democracia”, afirmou Coser.
(A decisão de apoiar Ricardo) é para preservar o estado. Não tem pedido, não tem conversa, não tem nada em troca
João Coser Presidente estadual do PT
Oficialmente, o PT estadual orienta apenas que os eleitores não votem “nos candidatos apoiados pelo Flávio Bolsonaro”.
Pazolini é apoiado por Flávio. Ricardo não está alinhado ao candidato do PL nem ao presidente Lula (PT).
No primeiro turno, o Partido dos Trabalhadores lançou um nome próprio ao Palácio Anchieta, o deputado federal Helder Salomão, que ficou em terceiro lugar na corrida, com 15,32% dos votos, ou 323.483.
De acordo com pesquisa Quaest, 63% dos eleitores de Helder devem votar em Ricardo no próximo dia 25. Outros 18% preferem Pazolini.
“Isso (a declaração de Coser) nos ajuda. O voto do PT no Ricardo deve aumentar por causa da maior aproximação do Pazolini com o Flávio”, afirmou Casagrande à coluna.
O ex-governador confirmou que manteve interlocução constante com Coser a respeito do pleito e que Ricardo não participou das conversas.
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Fonte: A Gazeta