Ato com Flávio em Vitória sela a bolsonarização de Pazolini
A Gazeta

Fernando Madeira
Em cima de um trio elétrico e usando camisa da Seleção Brasileira, ele desfilou pela orla de Camburi ao lado de seus agora mais destacados aliados: Flávio, os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gilvan da Federal (PL), o deputado estadual Lucas Polese (PL) e o senador Magno Malta (PL).
Também estava presente, vejam só, a vice de Pazolini na chapa em que disputam o governo do Espírito Santo, a bispa Eliane Leal (PL).
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No primeiro turno, ela estava praticamente desaparecida das peças e atos de campanha do ex-prefeito. Neste sábado, até foi citada por ele ao microfone, “nossa vice-governadora”.
Em dado momento, o ex-prefeito até colocou uma faixa verde e amarela em Flávio, simulando a faixa presidencial, num clima de “já ganhou”.
O discurso de Pazolini foi breve. Ele exaltou a si mesmo e ao candidato do PL.
Junto com Flávio, vamos reescrever a história do Brasil e do Espírito Santo (…) para a gente reduzir a violência doméstica, a violência contra a mulher
Lorenzo Pazolini (Republicanos) Candidato a governador do ES
O ex-prefeito não fez coro, ao menos não ao microfone, aos gritos contra o presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, que predominaram durante o ato bolsonarista em Vitória.
O “Bloquinho 22”, como o PL batizou o evento, percorreu cerca de 2,5 km e atraiu muita gente.
A avenida Dante Michelini, no sentido Camburi, o calçadão e até a areia foram tomados por apoiadores de Flávio.
A vegetação de restinga foi pisoteada pela multidão.
Nos discursos, nenhuma novidade. Tudo um tanto genérico e superficial.
Foi uma pregação para convertidos, com ataques contínuos a Lula, como já mencionei, e hostilização dos eleitores que não rezam pela cartilha bolsonarista.
O ato serviu, no entanto, como demonstração de força e mobilização.
Pessoas que fizeram o L, de Lula, das varandas dos prédios enquanto o trio passava foram atacadas verbalmente.
Flávio, ao discursar, afirmou que “é o fim da era do PT” e, ao mesmo tempo, tentou contemporizar:
“Vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na janela fazendo o L”.
Na sexta-feira (16) à noite, o senador do Rio de Janeiro foi até alvo de panelaços em alguns bairros da Grande Vitória, enquanto concedia entrevista ao Jornal Nacional.
Mas ele obteve 54,78% dos votos no primeiro turno no Espírito Santo, ou seja, se dependesse apenas dos capixabas, já teria sido eleito.
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Fonte: A Gazeta